domingo, 22 de junho de 2008

Ismália

Alphonsus de Guimaraens

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...

Minha Vida Em ESCALAda




Guitarras elétricas distorcidas,
Contam uma história,
Que está salva na memória,
E que melodicamente, falam de toda a minha vida.

Quando nasci, vi anjos ao meu redor.
Não lembro bem, pois era pequeno,
Mas acho que tocavam na escala de dó.

Aos dois anos eu mal conseguia ficar em pé,
Mas já sabia que o meu pianinho
Só tocava na escala de ré.

Virei um jovem esperto
Que mal deixava minha mãe dormir
Isso porque de certo,
Tinha aprendido a escala de mi.

Passava o dia inteiro com minha guitarra
Tocava sem parar.
Foi nela que toquei,
Minha primeira escala de fá.

Enquanto todos estudavam coisas de química como o "mol"
Eu passava horas no teclado, estudando a clave de sol.

E quando minha mãe mandava eu parar para descansar.
Eu esbravejava: "Pera mãe, tô aprendendo a escala de lá".

Estava muito cansado,
Mas nunca pensando em desistir,
Foi com esse espírito guerreiro,
Que aprendi a escala de si.

A musica sempre foi,
E sempre será essencial,
É dessa forma que vejo.
Mesmo que me aches anormal
Te respondo:

"Eu amo tappings, Acordes, Harmonias e Solfejos".

José Rafael.

Brilho das estrelas

Em uma das belas noites que vivi
No meu quarto sentado em uma de minhas cadeiras
Fazendo minhas orações eu pedi
Que Deus me enviasse o brilho das estrelas

Poeta ingênuo, Poeta Fútil
sentado nesta cadeira
Achas que és, ao menos, útil?
Para não deixa apagar o brilho de uma estrela?

Deus meu, sabes que não tenho nenhuma posse.
Vivo nesta vida sem eira, nem beira.
Mas te prometo que até a morte
Defenderei o brilho de tua estrela

Poeta sábio, Poeta humano
Achas que pode ser tudo à sua maneira?
Devo colocar em teus cuidados
O brilho de uma estrela?

Meu SENHOR, sara essa ferida
Pois sonhei com isso a noite inteira
Podes até levar a minha vida,
Mas me deixa ter o brilho de uma estrela.

Meu caro filho poeta
Por que te sentes abandonado?
Não sabes que o brilho das estrelas
está em cada pessoa que sorri ao teu lado???

José Rafael!

À ti Poema (poema antigo, versiprosa 2007)

José Rafael

Faço-te pois me veio inspiração.
Das mãos brutas que te rabiscam agora
Nascem versos que outrora,
Eram apenas esboços de uma declaração.

Tenho pena de ti poema
Poema que muitas vezes usado,
se sente jogado, apenas guardado na recordação.
Das mãos do poeta, se fez obra-prima
Conquistou a menina, construiu a união.

Poema, Tu és a feiúra e a beleza,
Felicidade e tristeza, que carrego com destreza
Em tuas linhas obscuras, a mais incrivel loucura
Das minhas mãos neste momento,
Que é trazer por estas linhas mal-traçadas
Já amarguradas, um pouquinho dos meus sentimentos.

Não posso comparar-te com o Don Juan de Byron
Ou "wave" de Jobim.
Mas peço-te poema, se um dia encontrares teu destino,
Imploro como um menino que te lembres de mim.

E se algum dia, não te sentires feliz
Lembra-te: Te venero, te amo e te invejo,
PORQUE FUI EU QUE TE FIZ.